A Rede de Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde Renafro Núcleo AMAZONAS,realizará nesta próxima sexta-feira dia 11/03/2016 as 19:ooh no auditório da escola normal superior- UEA o Encontro das Yalodés , o evento é em homenagem ao dia internacional da mulher, o nome Yalodés é de origem yoruba dialeto/língua usado por alguns países do continente africano mais precisamente em Oyo cidade da Nigéria, que tem grande influencia nas tradições ancestrais e Afro-Brasileiras também conhecido como Candomblé.
Sendo assim a Renafro e o Instituto Ganga Zumba estão lutando pelo empoderamento das mulheres negras e de terreiro fazendo o chamado para discutirem o Papel das Mulheres NEGRAS e de Matriz Africana na sociedade Amazonense,sobre Saúde da Mulher e temas tabus da realidade feminina.Infelizmente no Brasil o índice de abuso e de agressões a mulher são altíssimos de acordo com IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e o SIS( Síntese dos Indicadores Sociais) 68,7% das mulheres brasileiras são agredidas por seus próprio parceiro,marido ou namorado, outra marca assustadora foi a taxa de homicídios contra NEGRAS.
Homicídio contra negras aumenta 54% em 10 anos, aponta Mapa da Violência 2015
O Estudo revela ainda que 50,3% das mortes violentas de mulheres são cometidas por familiares e 33,2% por parceiros ou ex-parceiros. Entre 1980 e 2013 foram vítimas de assassinato 106.093 mulheres, 4.762 só em 2013. Mapa da Violência 2015 | Homicídio de mulheres no Brasil está disponibilizado no site www.mapadaviolencia.org.br
Basicamente a cada 20 segundos uma mulher é agredida no Brasil, isso mostra que a desvalorização da mulher e nociva vendo esta margens assustadoras e muitas das vezes escondidas da sociedade a coordenadora do GT de MULHERES DE AXÉ Yalorisá flor de Navê está na frente do evento chamando as mulheres para o debate em prol de reverter essas estatísticas, o Encontro das Yalodés tem como objetivo protagonizar a alusão da da valorização das mulheres negras e de axé, o encontro terá apresentações culturais, exposição de moda afro, exposição de artesanato africano,curso de turbante, roda de conversa com convidadas e distribuição de preservativos femininos.
firmando uma parceria com a Universidade estadual do Amazonas UEA Núcleo da Escola Normal Superior a Renafro e o Instituto levam esse debate para dentro da faculdade pois sabemos o quão é importe o assunto na formação de nossos acadêmicos, outro marco são as elevações de racismo institucional e de intolerância religiosa que grave mente vem crescendo dentro do estado do Amazonas. De acordo com uma pesquisa feita pela Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde/Renafro , 85% das Mulheres dos povos e comunidades Matriz Africana mulheres de terreiro, não divulgam em seu ambiente de trabalho e nas redes sociais sua religião pois temem sofrer o preconceito e a intolerância religiosa, as mesmas relataram o racismo institucional como mentor das demais formas de preconceito e racismo;
-Certas vez fui no INSS Cidade Nova, cheguei sedo para ser uma das primeiras quando fui pegar minha senha a moça que estava distribuindo as senhas pediu que eu retirasse a fantasia pois ali era um órgão publico e não uma festa a fantasia ( relato de mãe Maria de Xango)
Os povos de Matriz Africana , conhecidos como povos de terreiros infelizmente são os mais afetados na sociedade e se a pessoa em se for do gênero feminino essa tendência tende a aumentar,a fantasia citada em cima no relato de mãe Maria era as suas vestimentas ancestrais seus fios cujo os mesmos mostram pra sociedade de matriz africana seu posto sacerdotal e idade. relatos como esse são facilmente encontrados no meio das mulheres de axé e é essa imagem que o encontro das Yalodés vem distorcer e mostrar para mulheres seu devido valor e direito e os espaços que foram conquistados.
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Jhonatas Nascimento Moreno coordenador do Núcleo Renafro-AM
E-mail; jhonatasnikito@gmail.com
Yalorisá flor de navê coordenadora do GT Mulheres de AXÉ
