Instituto mobilizador que atua nas temáticas de combate ao racismo, promoção de políticas Afirmativas e difusão da Cultura Afrodescendente.
Aproximadamente 1.500 vozes bradaram contra Intolerância Religiosa na 1º Marcha pela Vida e Liberdade Religiosa e no Balaio de Oxum realizado na Praia da Ponta Negra em Manaus
No último dia 08 de dezembro os povos e comunidades da religião de Matriz Africana participaram da 1º Marcha pela Vida e Liberdade Religiosa, organizada pelo Instituto Ganga Zumba e Conselho de Tradições de Matriz Africana do Amazonas, com o apoio da Rede Nacional de Religiões de Matriz Africana – RENAFRO, Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana – REATA, FOPAAM, Governo do Estado do Amazonas através da SSP-AM e SEJUSC e a Capitania dos Portos de Manaus – Marinha do Brasil.
A 1º marcha levou para o Complexo Turístico da Ponta Negra cerca de 1.500 adeptos e simpatizantes das religiões de matriz africana, um ato de nobreza e coragem, tendo em vista que a religião de Matriz Africana é perseguida por grupos de Neopentecostais que insistem em ir contra laicidade. A marcha teve o objetivo de alertar a população manauara que intolerância religiosa é crime de ódio religioso, que infelizmente os casos contra as religiões de matriz africana só aumentam, de acordo com o dado levantado pela SEPPIR- Secretaria de Promoção de igualdade Racial, as religiões de matriz africana sofrem 70% a mais do que as outras religiões os casos de crime de ódio religioso, logo um dos motivos da 1ª Marcha pela Vida e Liberdade Religiosa foi realizada para alertar a sociedade e coibir tais crimes que o povo negro sofre.
Foto..Diego Mourão
O babalorisá Gilmar Pereira Sacerdote do Ilê Asé Sessu Toyan disse que “essa é uma oportunidade ímpar para mostrarmos nossa força e fé, não queremos ser tolerados e sim sermos respeitados, Deus é um só e seu amor abrange todas as religiões”.
A Marcha teve início em frente ao anfiteatro, com todos os fiéis e simpatizantes saíram em caminhada com faixas e cartazes com dizeres contra a intolerância religiosa, na praia da Ponta Negra houve um ato litúrgico e deram um presente a Deusa das Águas Doces Oxum. O ato ecumênico foi regido com muita música litúrgica de origem africana que reverenciavam os deuses do candomblé em especial a homenageada da noite Oxum, foi entregue nas águas do rio negro o Balaio, uma forma de oferenda a deusa suas comidas e flores pedindo proteção, saúde, dinheiro e amor, essa foi a forma que os fiéis agradeceram a deusa pelo ano que está se encerrando e pedindo bênçãos para o próximo ano que se aproxima.
“Oxum é a deusa do amor dona do ouro, das águas doces e da fertilidade nada mais justo que agradecemos à nossa “Yá mí” (Minha Mãe) por tudo e por esse dia maravilhoso que estamos vivendo.” palavras do Babalorisá Ribamar de Xangô Sacerdote do Ilê Asé Opo Messan Orum templo de Santa Bárbara Seringal Mirim.
Foto..Diego MourãoFoto..Diego Mourão
Após os atos litúrgicos, a programação continuou com a apresentação da Companhia de dança Arte Sem Fronteiras que abriu o Show Cantos Negreiros, tendo a participação do produtor e cantor Luiz Fernando, James Rios e Márcia Siqueira.
A secretária Graça Prola da Sejusc disse que “essa é uma luta nobre e justa, a SEJUSC vem trabalhando ao longo de minha gestão para que os índices de discriminação, intolerância, racismo genocídio e intolerância tenham um fim, a caminhada é longa e é de eventos e ações como esse que precisamos para unirmos força e darmos um basta nessa onda de crime de ódio religioso e nada melhor que acabar o dia lindo com uma boa Música”.
Foto..Diego Mourão
O show teve músicas religiosas e de domínio público ,músicas essa que fizeram o público pular de alegria, os cantores levam o público ao delírio dando aquele gostinho de quero mais e firmando expectativas para a próxima edição do evento.
Agradecemos primeiramente aos nossos mais Velhos e nossos mais Novos pela participação e nossos apoiadores da 1º Marcha Pela Vida e Liberdade Religiosa e o Balaio de Oxum encerrou sua primeira edição com muito amor, fé, respeito e muita Música.
Um comentário sobre “Aproximadamente 1.500 vozes bradaram contra Intolerância Religiosa na 1º Marcha pela Vida e Liberdade Religiosa e no Balaio de Oxum realizado na Praia da Ponta Negra em Manaus”
Eu fiquei lisonjeado de poder junto com Pai Gilmar poder Cantar pros Orisas, e gritar pelos nossos direitos como pessoas de Asé.
Foi tudo lindo e perfeito, pq mostramos que nós temos que ser respeitado assim como as outras religiões.
Mostramos pra Sociedade Amazonense e pra todo Brasil que tb temos voz.
Asé pra quem tem fé.
Babalorisá Paulo Ramiro T’Osoogyion.
Sacerdote do Asé Opô Omoótyibìodé.
Eu fiquei lisonjeado de poder junto com Pai Gilmar poder Cantar pros Orisas, e gritar pelos nossos direitos como pessoas de Asé.
Foi tudo lindo e perfeito, pq mostramos que nós temos que ser respeitado assim como as outras religiões.
Mostramos pra Sociedade Amazonense e pra todo Brasil que tb temos voz.
Asé pra quem tem fé.
Babalorisá Paulo Ramiro T’Osoogyion.
Sacerdote do Asé Opô Omoótyibìodé.